PCN de Língua Portuguesa

Este espaço digital pretende disponibilizar reflexões, artigos, ensaios, teses digitais, bibliografias, cursos de extensão e links interessantes sobre os Parâmetros Curriculares Nacionias de Língua Portuguesa (PCN-LP) para a promoção de discussões sobre as questões teórico-metodológicas (e outras) inseridos no documento. Visite o blog e deixe o seu comentário!

Saturday, January 29, 2005

DEPOIMENTOS E REFLEXÕES SOBRE OS PCN-LP E SEUS VÁRIOS TEMAS

  • DEPOIMENTOS SOBRE OS PCN-LP PRODUZIDOS DURANTE O CURSO DE EXTENSÃO "Leitura dos PCN-LP nos ciclos iniciais" NO IEL/UNICAMP NOS ANOS DE 2004 E 2005:

Perguntas iniciais aos participantes:
1) Qual é a sua impressão dos PCN-LP?
2) O que você sabe/acha do documento?

  • TURMA 1 (Jan/04):
  • DEPOIMENTOS NO INÍCIO DO CURSO:

(1) "Os PCNs foram feitos para que o professor possa ter uma visão maior sobre seu trabalho, algumas dicas para que possa servir na orientação. Eu adorei quando começei a ler os PCNs, não tenho muito conhecimento sobre eles, mas pretendo me aprofundar no assunto para que possa ampliar meus conhecimentos e levá-los para a sala de aula" - depoimento de uma aluna de graduação.

(2) "O que eu sei dos PCN é uma visão muito limitada, vinda de citações em livros como os de Sírio Possenti (Porque (não) ensinar gramática na escola), M. Bagno (Preconceito lingüístico e norma culta) que mostram a preocupação (acanhada ainda) governamental com o ensino de língua, levando em conta o aluno e suas aquisições anteriores ao processo de ensino formal. Foi com essa visão que escolhi o curso, positiva, esperando obter maiores esclarecimentos sobre sua [dos PCN-LP] abrangência e resultados concretos - depoimento de uma aluna de graduação.

(3) "Não conheço o documento, porém em várias ocasiões os PCN me foram citados, e o pouco que sei sobre os PCN me dá a idéia de que servem como auxílio às escolas e professores no que se refere as dormas de ensino, visando um melhor aproveitamento do educando."

(4) "Em primeiro lugar gostaria de salientar o meu desconhecimento com relação aos PCNs, bem como de sua aplicação/uso nas salas de aula. Justamente por causa desse alhienamento é que optei por fazer este curso. No entanto, o título Parâmetros Currículares Nacionais nos sugere tratar-se de procedimentos que poderão ser empregados pelos professores no sentido de orientar melhor as suas aulas".

(5) "É um documento no qual os professores encontram propostas para melhorar o ensino/aprendizagem. Busca reforçar o interdisciplinariedade, a socialização, a construção de um cidadão consciente que saiba agir e propor soluções para o meio em que vive" - depoimento de uma aluna de graduação.

(6) "Pontos norteadores [os PCN] para a educação básica, que segue uma abordagem sócio-construtivista da aprendizagem com o objetivo de inovar o processo educacional" - depoimento de uma aluna de graduação.

(7) "Embora saiba que os PCN sejam um documento que visa melhorar o funcionamento e a estrutura do ensino público não o conheço e nunco o li. Penso que seja a teoria da prática educacional das escolas públicas." - depoimento de uma aluna de graduação.

  • TURMA 2 (Jul/04):
  • DEPOIMENTOS NO INÍCIO DO CURSO:
GRUPO 1:

"Para nossa compreensão [os PCN] são guias de sugestões voltados à realidade do aluno com o objetivo de serem trabalhados em sala de aula, acrescentando procedimentos educacionais (alfabetização, leitura, jogos ludico-pedagógicos), ou seja, a mistura da realidade coma instrução. A proposta é eficaz, mas precisa ser estudade e vivenciada pelos educadores e, desta forma, auxiliar o trabalho pedagógico em sala de aula" - depoimentos das professoras A.M.F (PEB I), H.C.S.M.C (PEB I) e R.C.C.O. (PEB I).

GRUPO 2:

"A nossa impressão é que ele [os PCN] é um guia, um orientador coerente para o professor. Como não o lemos completamente, a partir daquilo que é discutido na faculdade e nas escolas, percebemos que possui uma proposta que não condiz com o que realmente acontece na maioria das escolas, mas que é desejado pelos professores para uma aprendizagem significativa. Sem a leitura do próprio documento, fez-se a discussão e o grupo do último ano de Pedagogia, chegou a conclusão de que os PCNs se confundem na relação teoria e prática, não esclarecendo adequadamente sua concepção de ensino e aprendizagem. Desta forma, acreditamos na importância de sua existência, mas que é necessária uma reflexão crítica para condizer com a realidade nas escolas" - depoimentos das professoras M.A.F.R (ed.infantil) e T.P.M. (ed.infantil).

GRUPO 3:

"Os PCNs procuram estabelecer uma "nova"visão do processo ensino/aprendizagem no país, buscando uma forma contemporânea de (ensinar) educação. Como documento serve de referencial e deve nortear a prática pedagógica (metologógica), por isso contém uma visão teórica das áreas curriculares e projetos de trabalhos. No caso dos PCN de Língua Portuguesa é direcionado para o processo de letramento e alfabetização" - depoimentos das professoras H.H.P (PEB I) e W.P.S.
  • DEPOIMENTOS NO FINAL DO CURSO COM REFLEXÕES SOBRE TEMAS ESPECÍFICOS INSERIDOS NOS PCN-LP:

GRUPO 1:

Tema - "A organização da progressão curricular (uso-reflexão-uso) e didática (projetos) e as atividades de análise e reflexão lingüística (epilingüística e metalingüística)":

"Os PCNs se constituem em um documento do governo contendo propotas para a renovação da base curricular do ensino em todo o país. Desde logo é preciso esclarecer que não se trata de uma simples enumeração de conteúdos. Na verdade, esse documento é mais amplo e traz para a discussão nacional objetivos, conteúdos e critérios de avaliação escolar. Os PCNs não trazem soluções prontas, impostas, mas colocam em debate as atividades escolares e a questão curricular. Constituem um material de referência atualizado sobre função escolar e a importância dos conteúdos e do tratamento dado a eles. Assim, orientam na seleção dos conteúdos e nas práticas didáticas. Essas orientações são gerais e deverão se adequar a cada realidade me diversos níveis. Isso significa que deverão ser revistas por Estados, Municípios, por cada escola e professor. Concluindo, os PCNs são viáveis porque trazem um nova abordagem para se trabalhar os contéudos de maneira crítica e criativa, mas por ter o país (Brasil) uma grande extensão territoral seria necessário reelaborar ou acrescentar abordagens diferenciadas de cada região (realidade)" - reflexão das professaras A.M.F (PEB I), H.C.S.M.C (PEB I) e R.C.C.O. (PEB I).

GRUPO 2:

Tema - "O material didático OPET e sua relação com a proposta dos PCN e RCN"

"O livro didático deve ser um entre os vários recursos que o professor tem em mãos, além do planejamento que precisa ser flexível de acordo com a realidade dos alunos, considerando que a educação é vida e, a cada momento, o ensinar é diferente e o professor precisa ter este olhar. Neste sentido, acreditamos que o Material Didático OPET pode ser recomendado com ressalvas, pois visa cumprir os objetivos do PCN/RCN: um ensino centrado em práticas de leitura de textos, a prática de produções de textos e a prática de análise lingüística. Como não há uma avaliação anual por parte dos elaboradores do material OPET, tomamos como exemplo a menção feita pelo PNDL. Verificamos que o material didático acaba sendo limitado pela sua própria característica: nem todas as atividades proporcionam a reflexão, os assuntos são prontos, pré-determinados por aqueles que o elaboram - não havendo participação dos professores na escolha do material a ser adotado e, a cada ano, as atividades são as mesmas. Apesar de existir suguestões de procedimentos, muitos professores não as utilizam e limitam-se a trabalhar apenas com as apostilas. O material didático analisado é reformulado a cada quatro anos pensando na questão financeira e não pedagógica. Conclui-se, assim, que no material didático há intenção de se trabalhar com diferentes textos, com a oralidade, fazendo com que as crianças tenham atitudes de reflexão, análise de fatos e acontecimentos, proporcionando o uso lingüístico e o letramento. Porém, isso requer que a postura do professor tenha como alicerce a fundamentação teórica, para que consiga refletir e se comprometer na sua prática, com atitudes coerentes fazendo uso adequado do material didático que lhe é 'imposto' pela Secretaria Municipal e realmente eduque para a cidadania" - reflexões das professoras M.A.F.R (ed.infantil) e T.P.M. (ed.infantil).

GRUPO 3:

Tema 1 - "Excertos nos PCN-LP: Análise das perspectivas construtivista e sociointeracionista"

"O termo 'objeto do conhecimento' na p. 29 dos PCN-LP (1a. a 4a. séries) nos remete ao sujeito espistemológico (cognoscente) de Piaget (pressuposto fundamental de sua teoria). A citação de que '(...) os erros cometidos pelo aluno [são] pistas para guiar [a prática do professor], para torná-la menos genérica e mais efizaz' (p. 35) seria o 'erro' construtivo de Piaget e E. Ferreiro. Na pagina 46 quando é exposto que 'o domínio do diálogo na explicitação, discussão, contraposição e argumentação de idéias é fundamental na aprendizagem da cooperação e no desenvolvimento de atitude de autoconfiança, de capacidade para interagir e derespeito ao outro' e que 'a aprendizagem precisa então estar inserida em ações reais de intervenção, a começar pelo âmbito da própria escola', teríamos pistas do processo de assimilação e equilibração de Piaget. A ZPD de Vygotsky também pode ser verificado na passagem da pág 32: '(...) a intervenção pedagógica do professor tem valro decisivo no processo de aprendizagem e, por isso, é preciso avaliar sistematicamente se ela está adequada, se está contribuindo para as aprendizagem que se espera alcançar'. O oralidade e o ensino das quatro habilidades também é importante e tema dos PCN-LP na pág. 49: "eleger a língua oral como conteúdo escolar exige o planejamento da ação pegagógica de forma a garantir, na sala de aula, atividades sistemáticas de fala, escuta e reflexão sobre a língua'. Contudo, nos PCN-LP, há uma simplificação dos conceitos teóricos que pode conduzir o professor a erros interpretativos e o referencial teórico é importante para a formação do professor e para uma prátiuca pedagógica de qualidade" - reflexão da professora W.P.S.

Tema 2 - "As perspectivas construtivista e sociointeracionista"

"Os PCN-LP misturam os pressupostos e, em um primeiro momento, na prática, é difícil para o professor pensar: 'agora eu vou aplicar o construtivismo e agora o sociointeracionismo'. Mas essa mistura de idéias mostra que as teorias estão ligadas mesmo e eu acho que é assim mesmo, ou seja, não podemos dizer onde começa uma e termina a outra, pois elas se completam. De qualquer forma, a compreensão desses pressupostos é difícíl e os PCN-LP não dão subsídios (não capacitam os professores) para que possamos executá-los" - reflexão da professora H.H.P (PEB I).

  • TURMA 3 (Jan/05):
  • DEPOIMENTOS NO INÍCIO DO CURSO:

GRUPOS 1 e 2:

"Os Parâmetros Curriculares servem como guia referencial que nos orienta no trabalho a ser seguido nas diferentes áreas do conhecimento. Acreditamos que os professores que trabalham com as séries iniciais deveriam estar desenvolvendo e atualizando o seu planejamento escolar de acordo com os objetivos propostos pelo documento, porém sabemos que na prática diária isto não ocorre" - depoimentos das professoras J.R, C.R.G. (ed.infantil e PEB I ), P.C.M (PEB II e médio), C.S.C (PEB I), T.S.G (ed.infantil), S.S.D.B. (ed.infantil), E.G.T. (ed.infantil).

GRUPO 3:

"A primeiro impressão é que os PCN serim um 'bicho de sete cabeças', pois toda mudança gera desconforto e os professores não foram preparados para utilizá-los. Quando estutado, percebe-se que não se trata de 'receitas prontas' e sim de fonte de embasamento para que você realize seu trabalho. Digamos que os PCN são um documento filosófico. Os PCN surgem para nortear o educação no país todo" - depoimentos dos(as) professores(as) L.P.L (ed.infantil e PEB I), D.A. (PEB I), C.S (psicóloga da rede municipal), S.C.S.C. (PEB I) e L.H.C. (PEB I e II).

GRUPO 4:

"O grupo tem um conhecimento superficial do documento. Para nós, a impressão que temos é que ele sugere uma mudança ao que vinha sendo feito até o momento. Essas sugestões são: didática, apoiada nos projetos e dinâmica; leituras contextualizadas e diversidade de textos; ensino voltado à vivência do aluno" - depoimentos das professoras M.F.B.C (PEB I), M.A.E.C. (PEB I e atendimento clínico multidiciplinar), T.D.P. (PI rede municipal), T.S.F (PI rede municipal) e V.S.C.T. (PI rede municipal).

GRUPO 5:

"A educação no Brasil, desde o início, parte do pressuposto que artefatos como os PCNs, são outorgados pela cúpula para funcionar como tábuas de salvação, sem que haja a participação do professor que está em sala de aula. A realidade dos livros didáticos apresenta dissonância entre o conhecimento de mundo do aluno, a realidade sócio-histórico-cultural, a formação do professor e a proposta oficial. A impressão que se tem, apesar de so PCNs existirem a algum tempo, continuam, em muitos casos, "enfeitando estantes", sem que o professor saiba exatamente o que fazer com eles, principalmente pela falta de oportunidade de aprofundamento em seus pressupostos. As opções de aprofundamento são apontados com o estigma de cursos de reciclagem (o professor nada sabe, seu conhecimento não tem mais utilidade, precisa ser analisado, inutilizado e reconstruído, tal qual se faz com latas de refrigerante) ou de capacitação (ora o professor em sala de aula é, acaso, incapaz?)" - depoimentos das professoras M.S. (PEB I), S.C.R.B. (PEB I) e S.R.R.F.P (PEB I).

  • DEPOIMENTOS NO FINAL DO CURSO COM REFLEXÕES SOBRE TEMAS ESPECÍFICOS INSERIDOS NOS PCN-LP:

GRUPO 1:

Tema - "A organização da progressão curricular (uso-reflexão-uso) e didática (projetos)":

"Concluímos após a leitura dos textos e das propostas dos PCNs que a oralidade deve ser muito valorizada desde quando a criança chega na pré-escola, pois ela já está inserida em situações sociais nas quais faz uso da linguagem. Com crianças na faixa etária em que trabalhamos (4 a 6 anos) procuramos, com o aproveitamento do que já sabem, enriquecer seus conhecimentos com atividades de atenção e escuta (roda da conversa, contos, brincadeiras etc), de leitura oral (através de gravuras ampliadas coloridas) e produção de textos orais (releitura oral de uma história, narração de fatos vivenciados que poderão ser registrados posteriormente em um livro chamado 'livro da vida'). Procuramos desenvolver, a partir de um tema, enumerar atividades que englobem todas as áreas (língua portuguesa, matemática, natureza e sociedade, artes e movimento)" - reflexões das professoras T.S.G (ed.infantil), S.S.D.B. (ed.infantil), E.G.T. (ed.infantil).

GRUPO 2:

Tema - "As atividades de análise e reflexão lingüística (metalingüística e epilingüística)"

"Ao analisarmos porque so alunos não aprendem, chegamos a conclusão de que não está sendo feita a integração necessária entre as atividades epilingüísticas e metalingüísticas, ou seja, o aluno não associa o que está sendo passado com a sua realidade. A aprendizagem não é significativa e não há continuidade entre as séries. Os PCN são um documento necessário e com um boa proposta, porém o tempo para a realização das atividades sugeridas é insuficiente. Procuramos, na medida do possível, conciliar as atividades propostas pelos PCN com os projetos enviados pela Secretaria da Educação" - reflexões das professoras J.R, C.R.G. (ed.infantil e PEB I ), P.C.M (PEB II e médio), C.S.C (PEB I).

GRUPO 3:

Tema - "Os processos de letramento e alfabetização"

"Refletiu-se sobre o desenvolvimento de práticas pedagógicas, desde a educação infantil, onde a linguagem tem seu papel fundamental, promovendo também a relação entre alfabetização, letramento e leitura, uma vez que a interação entre a escola e a vida da criança pode ser significativa dependendo dos espaços [criados] na sala de aula para conversas, manuseio de diferentes materiais e exposição de suas conclusões para o grupo. Conclui-se que a alfabetização letrada tem que estar presente na prática dos professores, não só nas séries iniciais, como também nas demais séries do ensino fundamental, pois ela é um processo da construção contínua do conhecimento em que a criança é o seu próprio autor. Conclui-se também, que valorizar a oralidade não só na educação infantil é fator primordial para o desenvolvimento do educando e que o professor passa a exercer a função de agente instigador do saber" - reflexões dos(as) professores(as) L.P.L (ed.infantil e PEB I), D.A. (PEB I), C.S (psicóloga da rede municipal), S.C.S.C. (PEB I) e L.H.C. (PEB I e II).

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" (Cora Coralina)

GRUPO 4:

Tema - "Os livros didáticos nas séries iniciais"

"Baseado em um trecho extraído do texto 'Livro Didático: Uma História Malcontada' de Magda Soares: (...) o livro não é um artefato recém-inventado que se venha intrometendo nas salas de aula para oprimir professores e alunos, para enriquecer auotres e editores, ao contrário, pode-se dizer que o livro didático tenha a mesma idade da escola. (...) o livro didático, ao lado de currículos, programas e outros materiais didáticos intitui-se historicamente como um dos intrumentos para assegurar a aquisição desses saberes e competências (...). Como professores consideramos-o como um material fundamental, pois muitas de nossas crianças precisam deste material (ilustrado com imagens) para terem contato com situações que não fazem parte de sua rotina. Vemos o livro didático como um material de apoio, flexível, e cabe ao professor, que conhecendo bem o seu grupo e os conhecimentos prévios dos seus alunos, realizar a partir dele um trabalho rico e diversificado utilizando os diferentes gêneros de textos. Acreditamos que os livros didáticos sempre foram elaborados não levando em conta o nível de desenvolvimento e faixa etária dos nossos alunos. Além disso, dificilmente recebemos livros escolhidos e em quantidade suficiente (trava-se um discussão de interesses políticos)" - reflexões das professoras M.F.B.C (PEB I), M.A.E.C. (PEB I e atendimento clínico multidiciplinar), T.D.P. (PI rede municipal), T.S.F (PI rede municipal) e V.S.C.T. (PI rede municipal).

GRUPO 5:

Tema - "Avaliação do rendimento escolar nas 4as. séries/SARESP"

"De um lado, os PCN-LP propõem a aquisição progressiva, por parte dos alunos, de um competência em relação à linguagem que lhes possibilite resolver problemas da vida cotidiana, sugerindo um trabalho com o maior número possíveis de gêneros (de modo geral, todo material escrito, sonoro, produzido pela sociedade ao longo dos tempos), privilegiando uma avaliação que integre aprendizagem e ensino, num processo contínuo e sistemático; de outro, o principal propósito do SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) é obter indicações educacionais que possam subsidiar a elaboração de propostas de intervenção técnico-pedagógica, visando corrigir possíveis distorções detectadas no sistema de ensino (para melhorar sua qualidade) e detectar o conhecimento de diferentes gêneros textuais e habilidades de leitura, pressupondo, então, que tais conteúdos tenham sido desenvolvidos com os alunos. No entanto, mediante o resultado obtido pelos alunos nas avaliações oficiais, supõe-se haver um vácuo entre a maneira que o livro didático aborda gêneros (não contemplam sua diversidade) e as exigências do SARESP. Dessa forma, ao professor, consciente de sua função social, cabe a missão de complementar o material pedagógico adotado (livro didático), proporcionando a seu aluno, o contato com o maior número possível de gêneros textuais, destancando sua utilidade, importância, objetivos e especificidades, a fim de que os alunos sejam capazes de destingui-los e fazer uso da linguagem de forma consciente; bem como atentar ao momento da escolha do livro didático levando-se em consideração as habilidades exigidas pelo SARESP e PCNs" - reflexões das professoras M.S. (PEB I), S.C.R.B. (PEB I) e S.R.R.F.P (PEB I).

Sunday, January 23, 2005

OUTROS BLOGS INTERESSANTES

CURSOS DE EXTENSÃO - Janeiro/2005

  • Leitura dos PCN de Língua Portuguesa Ciclos Iniciais

http://www.unicamp.br/iel/extensao/cursosextensao.htm

http://www.extecamp.unicamp.br/dados.asp?sigla=IEL-0070&of=004
outras informações:
elainefvb@bol.com.br

Ementa: Mediante a leitura cuidadosa dos PCN-LP, compreender conceitos, propostas, fontes teóricas explícitas ou implícitas no documento. Interpretar proposições sobre o ensino de Português contidas nos PCN para a prática de sala de aula nas séries iniciais. Formular relatos dos e críticas dos e críticas aos PCN a partir do estudo do documento.

MURAL PCN-LP - PARTICIPE!

Este espaço está reservado para a insersão de depoimentos e discussões sobre os PCN-LP. Participe com os seus comentários, dúvidas, reflexões, idéias, sugestões, críticas, impressões do documento, bibliografias de artigos e livros ou endereços de links interessantes. Suas contribuições podem ser enviados para o e-mail elainefvb@bol.com.br. Todas as participações serão inseridas integralmente neste MURAL e, na medida do possível, serão respondidas e/ou discutidas por mim.

Super abraço e até mais!
Elaine Borges

ARTIGOS E ENTREVISTAS NA INTERNET

  • César Coll - Currículo e PCN

http://novaescola.abril.com.br/index.htmed/167_nov03/html/indice

  • Ingedore G. Villaça Koch - Lingüística Textual e PCN-LP

http://www.unb.br/abralin/index.php?id=4&destaque=4

  • Leonor W. Santos (UFRJ) - O Ensino de LP e os PCN

http://www.filologia.org.br/viisenefil/06.htm